PROGRAMAÇÃO | JUNHO

Onde > Imperator, Méier, Rua Dias da Cruz, 170 – Sala de Exposições, 2º andar
Quando > Terças-feiras | 19h00 – 21h30

05/06 > Estudo: “O autor como produtor” de Walter Benjamin

12/06 > Lanternagem

19/06 > Leitura: “O útero é do tamanho de um punho” de Angélica Freitas

26/06 > Encontro de pesquisa corporal com Erom Cordeiro

PROGRAMAÇÃO | MAIO 2018

Onde > Imperator, Méier, Rua Dias da Cruz, 170 – Sala de Exposições, 2º andar
Quando > Terças-feiras | 19h00 – 21h30

01/05 > Dia do trabalhador: Roda de leitura poesia e trabalho

08/05 > Estudo: Um teto todo seu – Virgínia Woolf

15/05 > Lanternagem

22/05 > Poesia/Leitura: Rilke Shake – Angélica Freitas

29/05 > Oficina – Fred. Klumb

PROGRAMAÇÃO | MARÇO 2018

Onde > Imperator, Méier, Rua Dias da Cruz, 170 – Sala de Exposições, 2º andar
Quando > Terças-feiras | 19h30 – 21h30

06/03 > Bora disputar igual – roda de leitura de livros que nortearão nossas práticas durante o ano.

13/03 > Um hadouken tropical – ensaios gerais abertos.

20/03 > Vamos vender a Oficina … – estratégias econômicas

27/03 > … por um cartel da banha

PROGRAMAÇÃO | JANEIRO 2018

Em janeiro a OEP convida para o II Banquete Experimental, abrindo os trabalhos da oficina em 2018.

Onde > Imperator, Méier, Rua Dias da Cruz, 170 – Sala de Exposições, 2º andar
Quando > Dia 24/01, quarta-feira | 14h00 – 20h00

A gente segue tentando aquela conversinha fiada, comendo pelas beiradas, com outros corpos, com outros circuitos, com outros formatos, aquele inferninho que são os outros, tudo no Méier, que é aquela coisa inacreditável. Arte, convivência, campos e frentes de ação, mastigar lentamente o verão.

Programação do dia:

15h-17h > Mesa 1: Outros corpos
Ana Carolina Assis Carolina Assis (OEP)
Marilia Rothier (PUC-Rio)
Frederico Coelho (PUC-Rio)

17h-17h30 > Banquete e Intervalo

17h40-18h > Exibição de vídeopoema: Frederico Klumb

18h-20h > Mesa 2: Outros circuitos
Eduardo Coelho (UFRJ)
Lucas van Hombeeck (OEP)
Taís Bravo (Mulheres que escrevem)

***

Mediação: Heyk Pimenta, Julya Tavares, Luiz Guilherme Barbosa e Rafael Zacca.
Banquete: Ana Carolina Assis

 

 

I PRÊMIO BAIXO MÉIER DE POESIA | VENCEDORES – Guilherme Zarvos

Guilherme Zarvos é poeta e produtor cultural, co-fundador do CEP 20.000, publicou Beijo na poeiraNacos de carneMais tragédia burguesaMorrer e zombar, Lições educacionais para Tintum, 60 70, e é

Cágado de ouro
Prêmio pelo conjunto da existência poética: trajetória, obra, suingue, peito aberto e pernas pra que te quero

e também

Nos braços da massa

Prêmio surpresa para poetas que são aclamados pelo júri popular no dia da cerimônia

 

1. Guilherme Zarvos, você faturou o prêmio “Cágado de ouro”, pelo conjunto da existência poética, cujo troféu é uma coroa. Você já havia se imaginado com uma coroa? Se sim, em que situação? Senão, qual foi a sensação de ser coroado?

GZ: Receber os prêmios, na Oficina Experimental, em 2017, no Imperator – e, na sequência, charlar no Baixo Méier –, prêmios entregues por um conjunto de poetas que sempre estão juntos, avançando o Rio, foi delicioso. Sem coroa, mas com o cágado, que virou cágada, como gostei de abraçar a que me é Edith.

2. Se pudesse voltar no tempo e dar conselhos ao jovem Guilherme do fim dos anos 1970, que conselho daria para evitar que ele ganhasse um prêmio como esse?

GZ: Que é preciso agradecer a todos que vão formando uma geração Forte e Alegre. E dizer, revisando os anos 1970, que é a necessidade de escrever poesia que move a poesia, e que é a necessidade de estarmos juntos que move a verdadeira biopolítica — amar e ter muita/os filha/os, mesmo que não biológica/os.

3. Guilherme, o prêmio sempre oferece o duplo de captura e exclusão ou há linhas de fuga?

GZ: Premiem preferencialmente sem concorrentes. São aqueles que lhes tocam, os únicos do ano, que fizeram vcs moverem-se pela Cidade, que parecem seus pares. E premiem-se, pois vcs estão fazendo poesia de primeira e criarão Escola. Como viver, como amar, como escrever.

I PRÊMIO BAIXO MÉIER DE POESIA | VENCEDORES – Thadeu Santos

Thadeu C Santos é artista da Kza1, tem 30 anos e é

Maior poeta de todos os tempos
Prêmio para o poeta mais alto presente no recinto. Critério: fita métrica.

 

1. Thadeu, você acha que é o maior poeta de todos os tempos? Mas e todo aquele papo de literatura menor?

TS: Sim! Se teve uma coisa que a indicação me fez pensar foi que uma nomeação possível para Maior poeta de todo os tempos é isso mesmo, algo que alguém diz que um artista é. Ao que temos percebido, já basta. E eu discordo de quem acha que seria eu que deveria começar a me preocupar em recusar 1 cágado de ouro, a gente sabe muito bem quais são os palcos do mercado e quais são os palcos da nuvem cigana.  Alcançar esse status nos 30 anos vai me livrar de muita horas de lobby na literatura, ou seja, o I PBMP está me oferecendo mais tempo para fazer poesia, me oferecendo a oportunidade de me concentrar, a partir de agora, de mandar a real que é curtir 1 barato no fim do ocidente, sem maiores preocupações de superação. Sobre literatura menor: nossa arte é postar.

2. Você acha que a poesia tem que acabar ou estamos lendo mal as suas postagens?

TS: Uma das melhores coisas que eu pus na gaveta 2017/socorro foi: na nossa arte é postar, tiramos selfie em plena crise do verso. Já está na hora de assumir que a essa altura do campeonato não vou conseguir fazer livros melhores que o que rola na timeline, ou seja, é melhor add mesmo e se o post for bom dar um curtir, mandar pra um amigo, lançar o post nos zines do role, numa antologia do role, nas performances do role.

3. Você é muito fofo. Sabia?

TS: Gente, minha fofura é de tanta timidez diante de toda essa sensualidade. Obrigado, OEP :) Só os envolvido, crush integridade, visualiza e responde <3

I PRÊMIO BAIXO MÉIER DE POESIA | VENCEDORES – Cozinha Experimental

Editora Cozinha Experimental publica principalmente poesia em livros e plaquetes, além de projetos como a coleção Kraft e a coleção Postal (em parceria com a Azougue), sempre com processos artesanais, e é

Prazer total, enriquecimento zero
Prêmio para editoras miúdas, corajosas e que apostam no autoral e em projetos editoriais ousados e que financeiramente estão sempre no fio da navalha

 

1. Cozinha Experimental, o que é publicar poesia apostando totalmente no tesão hoje? O projeto é pelo menos sustentável?

CE: É ser triplamente estúpido. Um, porque não precisa ser um gênio para saber que investir em livro por aqui é suicídio. Dois, porque não são livros quaisquer: estamos falando de livros de poesia. E três: porque Tesão é algo para ser degustado por quem tem onde cair morto (ou melhor, vivo).

2. Por que apostar nas edições artesanais? A que se deve esse boom na edição pequena de poesia hoje?

CE: Por quê? Não encontramos nenhum lugar melhor para enfiar as mãos. Quanto ao boom, o fato é que pega mal escrever um livro grande, destes que param de pé sozinhos, já que ninguém vai ler além da página 13.

3. Quais são os planos pra Cozinha em 2018? Quais os próximos projetos que vão falir a editora?

CE: O plano é ter uma morte rápida. Para isso, estamos investindo em projetos que custam a nossa casa, as nossas bicicletas e, provavelmente, o nosso resto de dignidade (se ainda houver).

http://editoracozinhaexperimental.blogspot.com.br/

https://www.facebook.com/editora.cozinhaexperimental/