PROGRAMAÇÃO | ABRIL 2017

Este ano, a Oficina Experimental de Poesia continua gratuita e aberta, mas agora nossos encontros semanais farão parte de projetos temáticos que durarão mais de um mês. Este mês, vamos dar continuidade ao primeiro deles, que se chama Arraso. Se liga na programação:

Onde > Imperator, Méier, Rua Dias da Cruz, 170 – Sala de Exposições, 2º andar
Quando > Quartas-feiras | 19h – 21h30

05/04 > Traz o seu Poema pra Lanternagem: Traga cópias daquele poema que tá assim-assim, vamos ler, montar e editar juntos, e você vê se funciona.

12/04 > Que corpo os tempos pedem ao poema? Relações entre práticas corporais e poesia. Com Flavio Kactuz, professor de cinema da PUC-Rio, ator e diretor de teatro e cinema. 

19/04 > Leitura e debate sobre o livro “Vicente viciado” (2012, rótula) de Renato Negrão, poeta, performer e agitador cultural de Belo Horizonte.

26/04 > Escrever sob impacto: que escrita resiste à terra arrasada? Oficina com Sidney Amandulo e Caio de Freitas Paes, prata da casa da OEP.

PROGRAMAÇÃO | MARÇO 2017

Onde > Imperator, Méier, Rua Dias da Cruz, 170 – Sala de Exposições, 2º andar
Quando > Quartas-feiras | 19h – 21h30

08/03 > Zine-Mosca: vamos fazer publicações rápidas, baratas e fáceis de replicar e espalhar por aí. Para publicar basta coragem! Saiba mais detalhes, e marque presença no evento do facebook.

15/03 > Não Aceite Bala de Estranhos: vamos dar uma volta pelas ruas do Méier, fantasiados, montados e acompanhados de poemas
1a chamada: 17h na frente do imperator. 2a chamada: 19h também na frente do imperator.

22/03 > Vamos Decidir no Tapetão: vamos escolher os livros e autores que traremos para a oficina nos encontros seguintes a partir da leitura de obras atuais sobre sobrevivência e situações limite.

29/03 > Arraso: roda de leitura de poemas e outras coisas sobre esgotamento, terra arrasada e deserto em campo ampliado. Não vai ficar pedra sobre pedra.

 

PROGRAMAÇÃO | FEVEREIRO 2017

Sarau da Lanternagem 
Dia pra conspirar e apostar nas artes e no pensamento pela cidade. Com Mari Romano, Bruna Mitrano, Anderson Duda, Italo Diblasi, Thiago Gallego, Elilson, Luana Fonseca, Cali Lyrio & Aline Besouro, Lucas Gibson e mais!
Onde > Imperator, Méier, Rua Dias da Cruz, 170 – Sala de Exposições, 2º andar
Quando > 15/02 |  Quarta-feira | 18h – 21h30

 

3 poemas | Frederico Klumb

por Rafael Zacca

criança triste diante de guerras que não viu

Nas promessas sempre vivem umas quantas crianças, ou, pelo menos, um tom de fábula dos livros infantis. Nelas o que se recusa, já se disse, é justamente a renúncia. É isso o que vive no tom de voz melancólico de Frederico Klumb ao atravessar tempos, lugares e as obras de outrxs artistas, ao carregar, nos seus olhos cineastas, feridas “de guerras / que não viram”. E, tal como as promessas, seus versos surgem sempre diante da probabilidade quase certa do acidente: “a última noite / no corredor da morte / é a mais calma”. O que se recusa, já se disse, é justamente a renúncia. Nos poemas aqui apresentados, essa recusa se manifesta na recriação de pequenos instantes cinematográficos, confundidos à vida do eu-lírico. Junto ao tom melancólico, portanto, quero chamar a atenção para o pequeno frêmito que se agita no fundo de sua poesia: “o sono dos peixes / de olhos abertos”. Ou: filma-se, de olhos fechados. Em um poema publicado recentemente na revista Modo de Usar, Frederico fixa a imagem de sua poesia até aqui na forma de um amor:

………………..você a me dizer
………………..que o que a gente têm é uma pequena
………………..revolução industrial

………………..linda e terrível

Perigo e redenção se confundem em uma mesma expressão. Certa vez, Fred me contou de um acidente que teve no trepa-trepa quando criança. Deve ter batido o queixo 7 vezes, e passou por umas quantas cirurgias. Quando conversamos, tenho a impressão de que esse acidente se repete, e o Fred segue vivo como as crianças seguem vivas depois de pancadas inacreditáveis. Seguem, então, três poemas de F. Klumb.

(mais…)

ANTOLOGIA ISOPORZINHO-ARRASTÃO

Um conhecido jornal golpista amanheceu com a notícia “Guarda Municipal planeja revistar ônibus que vão para orla”. Sabemos quem será revistada: essa gente que, por aqui, na longa noite dos 500 anos, é condenada de antemão como marginal.

Nos anos 1990 ficou famosa a tal da “onda de arrastões”, que teriam “justificado” uma série de medidas “preventivas” (leia-se: proibitivas) para gentrificar a Zona Sul. Sabemos também que não é só o governo: toda uma aristocracia mesquinha tem lutado para manter a população favelada longe das praias e dos bairros ricos.

A OEP saúda a Antologia Isoporzinho-Arrastão, os rolezinhos, as práticas de justa ocupação do espaço por todo e qualquer cidadão, e repudia, ontem como hoje, as medidas civil-militares que querem criar cordões de isolamento entre as pessoas.

http://isoporzinho-arrastao.tumblr.com/
http://isoporzinho-arrastao.tumblr.com/
http://isoporzinho-arrastao.tumblr.com/

‘Um espectro ronda a praia de Ipanema, o espectro do ARRASTÃO! (…) NÃO É SÓ PELO BRONZEADO! MANTENHA A AREIA, A MAROLA, A BRISA E AS MATRACAS LIVRES!!!’

PROGRAMAÇÃO | JANEIRO 2017

Onde > Imperator, Méier, Rua Dias da Cruz, 170 – Sala de Exposições, 2º andar
Quando > Quartas-feiras | 19h – 21h30

Roda de leitura pro Verão

A Oficina Experimental de Poesia propõe uma roda de leitura de poemas e textos poéticos em torno de temas do verão. Haverá material disponibilizado pelos mediadores durante o encontro. Entrada franca.

11/01 > Subúrbio
18/01 > Calor
25/01 > Lotação

PROJETOS | CARAVANA ALMANAQUE 9

por heyk pimenta

uma vez o tom zé falou que na venda do pai dele o único assunto de todos os dias era ética. ficava lá a freguesia falando sobre como as coisas pra fazer tinham que ser feitas. como as coisas feitas tinham que ter sido feitas. o gil também tinha pai com venda. a ética da agricultura, da roupa lavada no rio, de tocar boi, de dar tiro. tiro pro alto é uma, pra frente é outra. tem cara de pequena ética. mas é ética mesmo.
ficar junto é condição pra ser gente. ser gente, por isso, é a coisa mais difícil da vida. o pior é quando é fácil. o tudo certo nada resolvido é um bom jeito de entubar as porcarias. (mais…)